OBESIDADE INFANTIL

OBESIDADE INFANTIL

No ano passado, as dietas e hábitos alimentares das crianças e raramente apareceram nas manchetes. Nutricionistas olham para o tamanho do problema da obesidade infantil e oferecem aos pais algumas dicas para manter seus filhos saudáveis ​​e em grande forma.

Cada vez mais os alimentos estão processados, as pessoas preferem alimentos prontos aos mais frescos e o ritmo das pessoas está mais parado, com pouca prática de exercícios. E quem mais sofre nessa realidade são as crianças, que desde cedo sofrem as consequências, onde não praticam mais as brincadeiras do passado que tinham um grande dinamismo, hoje elas ficam enclausuradas em seus apartamentos ou casas se entretendo com jogos eletrônicos ou assistindo TV.

Estatísticas

Os indicadores sobre o direito humano à alimentação adequada evidenciam os avanços do Brasil na superação do baixo peso infantil como um problema de saúde pública, no entanto alertam para o alto percentual de crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade. De acordo com os dados, somente 1,9% das pessoas com menos de cinco anos apresentam baixo peso, resultado das políticas de acesso aos serviços de saúde e de erradicação da miséria e do quadro de insegurança alimentar no país. Em contrapartida, constatou-se que 7,3% das crianças nessa faixa etária estão com excesso de peso.

Entre 5 e 9 anos, o percentual de crianças com excesso de peso chega a 33,5%. Na adolescência, o quantitativo é de 20,5%. Além disso, os dados mostram que o estado nutricional na primeira infância repercute na vida adulta. Nesse contexto, a prevalência de excesso de peso em adultos tem crescido nos últimos anos. Em 2012, metade da população adulta estava com excesso de peso, sendo 17,2%, com obesidade.

Igualmente preocupante é o fato de que os pais estão ficando acostumados a ver as crianças com excesso de peso e eles não reconhecem que seus próprios filhos estão obesos.

No ano passado, um estudo da Escola de Medicina de Plymouth na Inglaterra revelou que:

  • 3/4 dos pais falharam em reconhecer seu filho estava acima do peso.
  • 33% das mães e 57% dos pais consideraram o peso do seu filho ser “quase certo”, quando na verdade, eles eram obesos.
  • um em cada dez pais expressaram alguma preocupação com seu filho estar abaixo do peso, quando eles na verdade, tinham o peso normal e saudável.

Riscos de Obesidade em Crianças

Especialistas em saúde estão particularmente preocupados com isso em vista dos riscos para a saúde relacionados com a obesidade, que incluem doença cardíaca, certos tipos de câncer, pressão alta, problemas nas articulações, dificuldades psicológicas e diabetes.

Nos últimos anos houve um aumento alarmante no número de crianças diagnosticadas com diabetes tipo 2, uma condição que é tipicamente observado em adultos de meia-idade com excesso de peso.

A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que existam 366 milhões de pessoas com a doença em todo o mundo, sendo que aproximadamente 10% são portadoras do diabetes tipo 1, sua forma mais grave, que atinge principalmente crianças e adolescentes. No Brasil, atualmente, 12 milhões de pessoas possuem a doença

A obesidade crescente na criança e no adolescente vem tornando essa forma de diabetes cada vez mais frequente nesse grupo etário. Hoje, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2010 do IBGE, o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com maior número de crianças, adolescentes e adultos com sobrepeso e obesidade.

Se o panorama atual assusta, o futuro é ainda mais preocupante. A IDF estima que, em 2030, serão 552 milhões de pessoas com diabetes e que a expectativa de mortes em decorrência da doença chegue a 3,8 milhões/ano em todo o mundo – cerca de 6% da taxa de mortalidade mundial, correspondendo à quarta causa de óbitos no mundo.

 Alimentação em Cantinas de Escola

Numerosos estudos confirmam que a alimentação na cantina das escolas, as crianças consomem quantidades excessivas de sódio, açúcar e gorduras saturadas, somadas as baixas quantidades de fibras, vitaminas e minerais aumentando os riscos para problemas nutricionais.

A cantina é um espaço no qual é possível observar, geralmente, a comercialização de alimentos industrializados. O consumo rotineiro desses alimentos pode contribuir para o desequilíbrio da dieta e para o aumento de doenças ligadas à alimentação, como a obesidade e outras doenças citadas acima. Além disso, o valor nutritivo das refeições fica comprometido quando há o aumento da inclusão de alimentos industrializados em detrimento do consumo de alimentos naturais como as frutas e os vegetais.

Entre os vários produtos vendidos nas cantinas das escolas, podemos citar as balas, pirulitos, doces, chicletes, chocolates, refrigerantes, sucos artificiais, salgadinhos do tipo chips, biscoitos recheados e salgados (muitos deles fritos). Esses alimentos possuem alta quantidade calórica em pequenas porções e baixa concentração ou ausência de nutrientes necessários ao bom crescimento e desenvolvimento das crianças.

Projetos no Legislativo

 Enquanto isso……. os 15 projetos em discussão na Câmara que propõem ações de prevenção e combate à obesidade tramitam em conjunto (PL 1234/07 e apensados) e ainda devem passar por uma comissão antes de serem analisados pelo Plenário.

Entre as propostas, estão a criação do programa de prevenção, orientação e tratamento da obesidade infantil (PL 6522/09) e a criação da semana de conscientização dos malefícios da obesidade nas escolas públicas (PL 3652/12). Outros dois projetos propõem a inclusão da disciplina Educação Alimentar na grade escolar do ensino fundamental e médio (PLs 325/07 e 128/07).

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